domingo, 28 de junho de 2015

FRENTE POPULAR DEVERÁ
PATROCINAR O LULA-2018
Uma grande reunião suprapartidária nessa segunda-feira será realizada no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, palco de grandes manifestações da vida política do País, inclusive na campanha do Petróleo é Nosso. Desta vez, a reunião será para a formatação de uma Frente Nacional Popular, que poderá se transformar no novo partido que irá patrocinar o Projeto Lula-2018, que as últimas pesquisas revelaram uma grande rejeição não só ao Governo Dilma, mas também ao PT e ao próprio Lula.
Em 2014, Roberto Amaral torpedeou a entrada de
 Marina Silva nos PSB para beneficiar Dilma
Anunciada inicialmente como uma grande Frente de Esquerda, esse movimento, que reúne figuras de diversos matizes político-ideológico, eliminou o termo Esquerda, à exemplo do que fez Lula em 2002, na Carta aos Brasileiros, tentando afastar do PT a estigmatizarão de um partido de esquerda e anticapitalista.
Na lista dos apoiadores dessa Frente estão envolvidos, além do Clube de Engenharia, o     IBEP - Instituto Brasileiro de Estudos Políticos, o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, CEBELA, entidades sindicais e associações de classe, intelectuais e acadêmicos, empresários, políticos  com e sem mandato, parlamentares como os senadores Randolfe Rodrigue e Lindbergh Faria, os deputados Jandira Fegalli, Alessandro Molon e Glauber Braga,  os ex-ministros José Gomes Temporão,  Samuel Pinheiro Guimarães e Roberto Amaral, cientistas políticos como  Wanderlei de Souza, Manuel Domingos e Luís Fernandes, juristas como Marcelo Lavenere, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
Um dos mais ardorosos defensores da Frente Ampla é o ex presidente do PSB Roberto Amaral, que lutou contra a adesão dos socialistas no primeiro turno à candidatura de Marina Silva e a Aécio, no segundo.
A reunião está marcada para às 18:00 horas e os organizadores do evento garantem, num documento  distribuído pelas redes sociais, que a Frente é um movimento político, mas não partidário, amplo, portanto aberto a todos os democratas.
Lembrando que o País atravessa uma grave crise política, potencializada pelos desdobramentos da Operação Lava Jato, a cargo da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República, os organizados da Frente dizem que o objetivo é reunir todos aqueles que “lutam pela segurança institucional e aprofundamento da democracia, pela governança, pela recuperação da economia nacional, pela defesa de nossa soberania e de nossas riquezas, como o pré-sal,  pela defesa dos interesses dos trabalhadores e assalariados em geral e pelo desenvolvimento com distribuição de renda”.

Ao final, o manifesto revela a sua origem ideológica e partidária: barrar, ou pelo menos enfrentar o avanço do pensamento e da ação conservadora que ameaça revogar os avanços sociais, políticos e econômicos alcançados pela sociedade brasileira nas últimas décadas.
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