domingo, 12 de abril de 2015

DENTISTA AVISA AOS LADRÕES:
NÃO TEM MAIS NADA NA CASA 
Depois de ter a casa assaltada oito vezes, o cirurgião dentista Renato Henrique Benatti, de 65 anos, morador de Piracicaba, interior de São Paulo, colocou na fachada um aviso aos ladrões de que não tem mais nada a ser roubado.
Os dizeres, em uma faixa amarela, chamam a atenção dos vizinhos, no bairro Alta Paulista, próximo do centro. A casa está à venda e o dentista já não mora no local. Ele se diz cansado de repor os materiais furtados pelos invasores.
Segundo o jornal “Estado de S. Paulo/”, o dentista registrou boletim de ocorrência nas duas primeiras invasões, depois desistiu e resolveu apelar para a denúncia pública diante do fracasso das autoridades da Secretaria de Segurança Pública do estado, situação que se repete em todas as 27 unidades da federação, inclusive no Distrito Federal, sede dos três Poderes da Nação: Executivo, que controla a polícia, Legislativo, que cria e modifica as leis penais, e o Judiciário, a quem cabe aplicar as punições previstas em Lei, inclusive quando o roubos e refere ao dinheiro público, como nos escândalos do Mensalão, do Petrolão e, o mais recente, com as verbas da Saúde e da Caixa Econômica Federal.
Cerca eletrificada já não assus ladrões
Na mensagem, dirigida ao “sr.  visitante anônimo”, Benatti descreve que a casa já não tem fiação elétrica, lustres, luminárias, disjuntores, chuveiros, duchas e torneiras, entre outros itens. Segundo ele, os ladrões levaram até espelhos, motores e bombas da banheira e os equipamentos da piscina.
“Começaram pelas bombas da piscina, depois passaram para dentro, foram levando tudo. Por último arrancaram a fiação”, relata Benatti. Para tirar as torneiras e registros, os invasores quebraram vasos sanitários, pias e bidês. “Jogaram o bidê do mezanino no piso do térreo só para retirar os metais, mas o piso ficou danificado”.
O dentista registrou boletim de ocorrência nas duas primeiras invasões, depois desistiu. Como até o alarme tinha sido levado pelos criminosos, ele teve de providenciar um equipamento novo.
Na faixa, Benatti avisa que o alarme funciona com bateria, já que a casa está sem energia, e fica ligado a uma central. Ele fez questão de colocar seu telefone na faixa e termina a mensagem agradecendo ao “visitante anônimo” pela atenção. Depois que a faixa foi instalada, há três meses, a casa não voltou a ser invadida.


►RIO TEVE MANIFESTAÇÃO TRANQUILA
A orla de Copacabana, na zona sul do Rio, foi tomada hoje (12) por pessoas de diferentes movimentos políticos com diversas bandeiras. Manifestantes marcharam por uma das pistas da Avenida Atlântica. Embora os três carros de som pedissem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a saída do PT do poder, muitos grupos aproveitaram o evento para fazer outras reivindicações.
O advogado Eduardo Lima, que é contra o impeachment, segurava um cartaz pedindo reforma política. "A única solução é uma nova Constituição que inclua a corrupção como crime hediondo. Tirar a Dilma não adianta, não vai evitar outros casos de corrupção", disse ele, que em seguida criticou o grupo ao lado que defendia a intervenção militar. "Como podem defender a ditadura? Deveriam ir para um SPA ou se tratar!"
O pastor Sidclei Barbalho, 42 anos, defende a intervenção, que segundo ele, não tem nada a ver com ditadura. "Os Três Poderes estão corrompidos e a Constituição prevê que neste caso haja intervenção. Os militares intervêm por três meses, que pode ser prorrogável por mais um ano, fazem uma auditoria, quem tiver devendo algo é preso e depois são convocadas novas eleições, normal", declarou ele ao garantir que hoje no mundo não existe mais ditadura.
Um pouco mais afastado, um grupo com dezenas de profissionais de educação física protestava contra o Artigo 31 da Resolução Federal de 2010, que autoriza professores primários a darem aulas de educação física. Um dos líderes do movimento, José Paulo Neves, disse que o objetivo do grupo é alertar a população sobre os malefícios dessa legislação. "Nossa luta é garantir o acesso da criança à educação física de qualidade e evitar as demissões e precarização da profissão, pois estão baixando salários. Aproveitamos para mostrar à sociedade a importância desses profissionais nas escolas. Pois daqui a um tempo vamos perder o ensino médio também", disse.
Um homem com uma bandeira vermelha e megafone defendendo o governo foi hostilizado, empurrado e precisou ser escoltado por dezenas de policiais até uma viatura. (Com Agência Brasil)


►POPULARIDADE DE DILMA PARA EM 13%
Pesquisa Datafolha divulgada na tarde deste sábado (11), véspera de mais uma manifestação contara o Governo, revela uma melhora na avaliação da presidente Dilma Rousseff.  A aprovação à gestão da petista parou de cair, estabilizando-se em 13%, mesmo percentual do levantamento anterior, divulgado em março.
Já a avaliação negativa – ou seja, quem considera o governo ruim ou péssimo – caiu dois pontos: de 62%, no mês passado, para 60% hoje.
O lado ruim da pesquisa é que quase dois terços dos brasileiros (63%) afirmam que, considerando tudo o que se sabe até agora a respeito da Operação Lava Jato, deveria ser aberto um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Entretanto, só 12% dos que são a favor de um processo de impeachment, estão conscientes de que o vice Michel Temer (PMDB assumiria o cargo, a exemplo do que ocorreu com o impeachment de Fernando Collor, cujo vice, Itamar Franco, assumiu o cargo e acabou por implantar o Plano Real, que derrubou uma inflação, na passagem do cargo de José Sarney para Fernando Collor chegara a 85% em apenas 15 dias.
As conclusões são de pesquisa Datafolha finalizada na sexta-feira (10), dois dias antes das manifestações programadas contra a presidente para este domingo. O instituto ouviu 2.834 pessoas. A margem de erro é de dois pontos.
Em relação à economia, os números continuam alarmantes: para 78% da população, a inflação, que superou os 8%, deve aumentar, enquanto para 70%, o desemprego (chegou a 7,4%) vai subir ainda mais. A maioria (58%) também acha que a situação econômica do País deve piorar.
O levantamento foi concluído nesta sexta-feira 10. O instituto ouviu 2.834 pessoas e a margem de erro é de dois pontos percentuais.

►OS CEM DIAS DO NOVO MANDATO
Os líderes do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP); do DEM, Mendonça Filho (PE); e do PPS, Rubens Bueno (PR), levaram nesta quinta-feira (9), ao Plenário da Câmara, um bolo com a inscrição “Sem dias de Dilma 2”, uma alusão aos cem dias de mandato da presidente. Eles acenderam uma vela e posaram para fotos. O bolo acabou virando atração entre a bancada oposicionista. Mendonça Filho disse que a ideia de comprar o “presente” foi dele e do líder do PPS. O custo teria sido de cerca de R$ 200.
Questionado se iria distribuir aos colegas fatias do bolo, Mendonça Filho disse que não. “Esse bolo é amargo, ruim, tem gosto de inflação, de um governo que fracassou. A bancada da oposição não tem nada com esse sabor”, disse.
Em discurso na bancada, Mendonça Filho fez uma avaliação negativa do governo. “O Brasil está triste, muito triste. A população está revoltada”, disse. Ele criticou a escalada da inflação e os cortes em programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse que uma avaliação parcial de qualquer governo pode terminar sendo equivocada e só deveria ser feita ao final do segundo mandato da presidente Dilma. Como exemplo, ele disse que considera o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso pior que o primeiro, e o segundo de Lula melhor que o primeiro.
“Agora, como percepção, está havendo pouca ação do governo porque ele ainda não comunicou o que quer fazer e, por isso, temos uma crise política”, disse Cunha.
Para o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), a oposição demonstrou que não conseguiu se conformar com o resultado das urnas. “São maus perdedores, não se conformam com o resultado e demonstram isso todo dia, até mesmo com piada de mau gosto”, disse.

►CHIORO MANDA INVESTIGAR AGÊNCIA
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (10) que suspendeu os pagamentos à agência de publicidade Borghi/Lowe, contratada em processo de licitação em 2010. A empresa é investigada na Operação Lava Jato da Polícia Federal (PF), por suspeita de ter feito pagamento de propina ao deputado cassado André Vargas (sem partido-PR).
A pasta informou, por meio de nota, que, além da suspensão "imediata" dos pagamentos à Borghi/Lowe, não vai autorizar novas ordens de serviço para a empresa. Além disso, criará uma comissão de sindicância administrativa para avaliar a regularidade da execução do contrato com a empresa. A portaria que cria a comissão foi encaminhada ao Diário Oficial da União.
De acordo com o despacho do juiz federal 13ª Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da Lava Jato, a agência Borghi Lowe Propaganda e Marketing Ltda. contratou as empresas E-noise, Luís Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes para serviços de publicidade para a Caixa Econômica Federal e para o Ministério da Saúde e orientou essas empresas a fazerem pagamento de comissões de bônus de volume em favor das empresas Limiar e LSI, controladas por André Vargas e seus irmãos.
Também na nota, o Ministério da Saúde reforça que não firmou contrato com a empresa Labogen.
"Em 2013, ao tomar conhecimento do relatório da Polícia Federal sobre a Operação Lava Jato, o ministério imediatamente suspendeu o termo de compromisso selado com o Laboratório da Marinha, antes mesmo da assinatura de contrato ou de qualquer repasse de recursos públicos. Isso significa que a proposta envolvendo a Labogen sequer passou da fase do cumprimento dos requisitos para assinatura de contrato", diz.
De acordo com a PF, a Labogen firmou parceria com a pasta para fabricação no Brasil e o fornecimento ao Ministério da Saúde do medicamento citrato de sildenafila, que seria feito pela Labogen em associação com a empresa EMS S/A e o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM).
A Labogen, segundo as investigações, pertence a Leonardo Meirelles, que a usava para “celebração de contratos de câmbio para importações fictícias, a fim de remeter fraudulentamente dinheiro ao exterior”, em parceria com o doleiro Alberto Youssef, preso desde março do ano passado e apontado como o operador do esquema de fraude em contratos da Petrobras investigado pela Lava Jato.
O Ministério da Saúde diz que as medidas em relação à Borghi/Lowe serão comunicadas à Controladoria-Geral da União e à Polícia Federal e que está à disposição da PF e demais órgãos de controle para quaisquer esclarecimentos sobre os processos da Labogen e da empresa de publicidade.

►A FARRA DO CRÉDITO CONSIGNADO
No momento em que a inflação supera os 8% e o desemprego afeta 7,4 milhões de famílias, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou esta semana a Medida Provisória 661/14, que aumenta o limite de descontos autorizados pelo trabalhador na folha de pagamentos para incluir despesas com cartão de crédito. A matéria, aprovada na forma de um projeto de lei de conversão, deve ser votada ainda pelo Senado.
O aumento do limite do desconto em folha foi incluído no texto pelo relator da MP, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). Ele afirmou que atendeu uma reivindicação dos sindicatos trabalhistas, em especial dos aposentados. Segundo ele, a mudança é uma alternativa aos juros abusivos dos cartões de crédito.
"Caso o aposentado prefira pagar a fatura mínima do cartão de crédito, ele não irá pagar mais 14%, que é um juro abusivo. Ele irá pagar os juros que são o teto do INSS, que permite apenas 3,5% ao mês", declarou.
Para viabilizar a votação do texto na comissão mista que analisou a MP, o deputado retirou o assunto principal da matéria – a previsão do uso do superávit financeiro para cobrir despesas primárias obrigatórias, como pagamento de funcionários públicos e benefícios da Previdência. A retirada contou com o apoio do governo devido à falta de necessidade imediata de uso da regra.
O relatório de Quintão também incluiu autorização para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) refinanciar contratos relacionados à compra ou leasing de caminhões no âmbito da linha de crédito Pró-caminhoneiro do BNDES.

►SEGURANÇA GARANTIDA PARA PIZZOLATO
O Ministério da Justiça informou neste sábado (11) que finalizou o documento que será enviado ao governo da Itália para pedir a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão.
O conteúdo da carta não foi divulgado, mas o governo brasileiro deverá firmar compromissos com as autoridades italianas para garantir a integridade física do condenado durante o cumprimento da pena.
As alegações foram definidas após reunião entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães, subsecretario das comunidades brasileiras no exterior.
Em fevereiro, a Corte de Cassação de Roma autorizou a extradição de Pizzolato, no entanto, a decisão final será do governo da Itália. O ex-diretor tem cidadania italiana e fugiu após a condenação utilizando um passaporte falsificado, em nome de um irmão falecido há mais de 20 anos. Ele acabou preso na cidade de Maranello em fevereiro de 2014, por porte desse documento falso.

►SENADO DEBATE TERCEIRIZAÇÃO
A terceirização, tema cuja definição de novas regras movimentou semana passada a Câmara dos Deputados e gerou protestos pelo país, será debatida pelo Senado. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) fará nesta segunda-feira (13) audiência pública sobre os impactos da possível aprovação do Projeto de Lei 4.330/04, que trata do tema. O texto principal já foi aprovado pela Câmara, que esta semana, deve votar os pontos mais polêmicos destacados do texto.
Se aprovado, o projeto pode ampliar a terceirização para todos os setores, inclusive nas vagas relacionadas à atividade-fim das empresas contratantes. Atualmente, só é permitida a terceirização em atividades-meio, como limpeza e segurança, por exemplo.
— Essa audiência visa a alertar o Senado sobre o projeto que está vindo e que pode ser o maior retrocesso da história para o trabalhador brasileiro — alertou o presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), que solicitou a audiência.
O senador explicou que o requerimento para o debate foi aprovado há cerca de um mês. A intenção é começar a discutir desde agora, para garantir que o Senado, na sua hora, suprima os pontos que venham a prejudicar os trabalhadores. O senador defende ajustes, como a permissão da terceirização apenas nas atividades-meio, além da obrigatoriedade de a empresa contratante de arcar com o que é devido aos trabalhadores, no caso de a empresa contratada para fornecer mão de obra não cumprir com as suas obrigações.
— Dessa forma, o projeto deveria ser aprovado. Não vai interessar para quem quer terceirizar, mas vai garantir todos os direitos dos trabalhadores — argumentou.
A possível aprovação do projeto gerou protestos de sindicalistas, que apontam a precarização das relações de trabalho. Já para defensores do texto, a precarização atual do trabalho terceirizado decorre justamente da falta de uma regulamentação.
O projeto é apoiado pelo empresariado, mas, mesmo entre as centrais sindicais ligadas aos trabalhadores, gera discordância. Enquanto a Central Única dos Trabalhadores (CUT) se manifesta contra a aprovação, a Força Sindical alega que o texto regulamenta uma atividade realizada há anos no Brasil e garante mais direitos ao trabalhador terceirizado.
A terceirização é um dos mais agudos problemas da Petrobrás, que conta com milhares de empregados cedidos por prestadoras de serviço, como no Comperj, em Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro, onde a estatal foi obrigada a assumir os encargos da contratada Alumini, responsável pela maioria das 25.500 demissões registradas nos últimos meses no RJ apenas no campo de petróleo e gás.
Em Duque de Caxias, no final do Governo Washington Reis, a empresa Facility teve seu contrato rescindido e, por conta disso, demitiu cerca de 3.500 empregados que trabalhavam para a Prefeitura, sem pagar as verbas rescisórias, situação que se arrastou por vários meses, já o Governo Zito.

►MANIFESTANTES DE ALUGEL
A CUT vem perdendo sindicatos filiados para outras centrais sindicais. Antigamente qualquer manifestação convocada pela CUT era garantia de casa cheia. Mas isso foi em outros tempos. Nas manifestações que promoveu em março para apoiar o governo Dilma, a entidade teve que contratar "manifestantes de aluguel", o que incluiu até refugiado africano que não falava português. 
O humorista Marcelo Madureira, sempre criativo, denominou de “Bolsa Protesto” o cachê desses manifestantes, que seria constituído por um sanduiche de pão francês com mortadela, uma garrafa de tubaína (refrigerante de segunda linha) e um “pro labore” de R$ 35,00, pago ao final dos protestos.
O mais revelador da precária situação da outrora poderosa Central Única dos Trabalhadores, braço sindical do PT, é que, mesmo quando se dispõe a defender direitos dos trabalhadores, como a terceirização, a CUT precise recorrer à contratação de claques, comum nos antigos programas de auditório de Rádio e TV, pagando cachê. O lado bom da coisa é que ajuda a reduzir, pelo menos temporariamente, o nível de desemprego no País. É a terceirização das manifestações.

►UM NOVO DESAFIO PARA ANA MOSER
Esta será uma Semana decisiva para a ex-jogadora de vôlei Ana Moser e a Autoridade Pública Olímpica. Após a volta da presidente Dilma do Panamá, a atleta deve decidir se aceita, ou não, o convite para presidir a APO. O cargo está vago há um mês desde a saída do general Fernando Azevedo, que foi para o Comando Militar do Leste (Rio),
Ana ensaia o salto à ‘rede’ olímpica-administrativa, mas pode haver um grande bloqueio do outro lado da quadra política. Segundo estridentes rumores em Brasília, o maior adversário de Ana Moser é o próprio ministro do Esporte, George Hilton (PRB). Próximos dizem que ele não engoliu a carta pública da atleta criticando a escolha dele para o cargo, o chamando de despreparado.
Se Ana Moser aceitar o convite, terá que vencer a resistência do bispo da Igreja Universal e amigo do senador Marcelo Crivella.

►FRANÇA SOCORRE O RIO COM R$ 1,75 MI
A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) doará 500 mil euros - cerca de R$ 1,75 milhão - ao Governo do Estado para a contratação de estudos e elaboração de planos estratégicos destinados à mobilidade urbana da Região Metropolitana fluminense. Além disso, o Estado contará com a cooperação técnica da Agência de Transportes da Região Metropolitana de Paris, Syndicat des Transports d´Île-de-France (Stif), responsável pela mobilidade dos 12 milhões de habitantes da Grande Paris e referência mundial em soluções de transportes para grandes regiões metropolitanas.
O termo de cooperação foi assinado nesta sexta-feira (10) em uma reunião no Palácio Guanabara que contou com a presença do diretor da AFD, Régis Marodon, do secretário de Transportes, Carlos Roberto Osorio, do secretário da Casa Civil, Leonardo Espíndola, do diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro, do cônsul francês Brice Roquefeuil. 
- Essa parceria é muito importante para o Estado, porque nos dará a possibilidade de avançar e fazer planejamentos de médio e longo prazo. Nossa prioridade será pensar na integração de modais e na expansão de investimentos nos sistemas de trem, metrô e barcas a partir de 2016. Além do financiamento, vamos contar com o apoio técnico da agência de transportes da região da Grande Paris, que tem expertise no assunto. Com esse suporte, poderemos utilizar as experiências bem sucedidas deles para planejar o futuro da mobilidade na Região Metropolitana. É um ganho inestimável para o Rio de Janeiro - disse o secretário de Transportes. 
O diretor da AFC, Régis Marodon, destacou a importância da troca de experiências entre Rio de Janeiro e França para promover melhorias na mobilidade urbana fluminense. 
- Estamos apoiando a governança e o planejamento do sistema de mobilidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Essa troca de conhecimentos é significativa porque temos desafios compartilhados para enfrentar, como a luta contra os congestionamentos e a redução da poluição. Ter um sistema de mobilidade eficiente é fundamental para todas as grandes cidades, e a parceria da França com o Rio tem o intuito de contribuir para oferecer melhores condições de transportes para a população - afirmou Marodon. 
O convênio de cooperação é uma continuidade das relações entre o Estado do Rio e a AFD. A parceria teve início em 2011, quando a agência francesa concedeu um empréstimo de 300 milhões de euros que foram investidos na mobilidade da Região Metropolitana do Rio.

►DETRO APREENDE 22 ÕNIBUS EM CAXIAS
A Ouvidoria Itinerante do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), órgão vinculado à Secretaria de Transportes, esteve nesta sexta-feira (10/04) no terminal Rodoviário Shopping Duque de Caxias. Os agentes receberam 130 reclamações e sugestões de passageiros usuários de ônibus intermunicipais. Após os flagrantes, a fiscalização recolheu 22 coletivos e aplicou 33 multas, no valor de R$ 57.370,99. 
A maioria das queixas recebidas na ação é relacionada ao excesso de velocidade e descumprimento do quadro de horários. Algumas irregularidades foram constatadas pelos fiscais, resultando na aplicação de infrações imediatas para as empresas. Durante a operação, as equipes flagraram ainda veículos trafegando com excesso de passageiros, documentação irregular, mau estado de conservação, roleta inapropriada, plataforma para deficiente com defeito, selo de vistoria vencido, além de falta do adesivo que divulga o número de telefone da ouvidoria do Detro e cobrança indevida. 
- Estamos realizando a Ouvidoria Itinerante em todo o estado, com objetivo de conhecer de perto as demandas da população e atender suas necessidades. Este é um projeto muito importante e não vamos dar refresco a quem insistir em uma prestação de serviço inadequada. Os usuários dos transportes intermunicipais são nossa prioridade -explicou o presidente do Detro, Carlos Luiz Martins. 
Desde que foi lançado, no início de março, o projeto já esteve nos terminais João Goulart, em Niterói; Américo Fontenelle, na Central do Brasil; Alvorada, na Barra da Tijuca; Praça Seca, em Jacarepaguá; nos terminais rodoviários de Nova Iguaçu; Alexis Novellino e Largo Santo Antônio, ambos em Cabo Frio; Rio Bonito; e na Rodoviária Novo Rio. Nestas ações, a fiscalização já recolheu 88 coletivos e aplicou 253 multas.

►XERÉM PEDE SOCORRO!!!
Moradora de Xerém, no 4º Distrito, a internauta Elenice Cardoso postou nas redes sociais o seu desabafo, que é um lancinante pedido de socorro às autoridades, para que olhem com mais carinho e respeito os moradores daquela região, que fica pero de Petrópolis, mas que fica distante dos gabinetes refrigerados onde se decide a sorte de cada brasileiro,
“Já amei mais, agora sinto nostalgia, porque nada funciona a
contento em Xerém. O Banco é sempre lotado, os mercados vendem produtos caros e sem qualidade. O acesso é ruim. Hoje, quem pega no Rio os ônibus da Única com destino a Petrópolis e desembarca na entrada de Xerém, debaixo do viaduto, na W. Luís, precisa subir 50 degraus, eu os contei, em uma escada mal feita, sem iluminação e no meio do mato, para chegar a pista QUE dá acesso a Xerém. A pessoa tem que aguardar pela condução nesta pista em um ponto que não tem um abrigo e não tem iluminação.
E os taxis, os poucos que temos, circulam sem taxímetros. Uma corrida da Vila Santa Alice à Petrópolis custa no mínimo R$ 100,00. E a população que necessita ir a médicos e hospitais em Petrópolis se sujeita por absoluta falta de opção. Se a pessoa tem carro gasta R$ 18,00 de pedágios. O amor não pode ser cego, o amor tem que ser prazeroso, O que sinto é que destruíram o meu amor por Xerém e fiquei impotente para reagir diante de tantas mazelas. As vezes pergunto qual é a graça de viver aqui? Por que não existe transporte decente, em horários diversos, de Xerém à Petrópolis? Por que o ônibus Caxias X Petrópolis não entra em Xerém, por que não? Tô triste.
No seu desabafo, faltou à internauta lembrar um outro motivo para tanto desgosto: o preço da passagem de ônibus para quem precisa sair de Xerém. Quem embarca na linha Xerém-Nova Iguaçu, controlada pelo Detro (Estado) e que segue pela inacabada e esburacada Av. Governador Leonel Brizola, antiga Presidente Kennedy e pelo Lote XV (Belford Roxo), paga uma tarifa menor do que seu vizinho que viaja na linha Xerém-Caxias, muito mais curta e passando pela Rodovia Washington Luís, que é de concessão municipal.

►MINISTRO DOS TRANSPORTES SOBE A SERRA
O Ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, e o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Luiz Macedo Bastos, e o secretário de Estado de Transportes, Carlos Roberto Osorio, vistoriam nesta segunda-feira (13), as obras da nova subida da Serra de Petrópolis, a BR 040.
As obras compreendem a construção de uma pista com 20,7 quilômetros de extensão entre Duque de Caxias e Petrópolis (RJ), em substituição à atual subida da serra da rodovia Washington Luiz (aberta em 1928). Já foram concluídos a nova Praça de Pedágio de Duque de Caxias, no km 102, os novos acessos a Xerém (4º distrito de Duque de Caxias) e 11 das 35 obras de artes especiais previstas no projeto (entre novas estruturas e alargamento de conjuntos já existentes. O lote mais complexo da Nova Subida da Serra é a escavação do maior túnel rodoviário do Brasil, com 4,6 quilômetros de comprimento e que está sendo aberto simultaneamente por quatro frentes de escavação, em Petrópolis. Todo empreendimento está orçado em R$ 1 bilhão, aproximadamente.

►COMEÇA A SEMANA NACIONAL DO JÚRI
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio) irá realizar a Semana Nacional do Júri, que começa nesta segunda-feira (13) e vai até o dia 17. A meta é alcançar um índice de cumprimento maior que o de 80% obtido na semana realizada em 2014.
A iniciativa faz parte do conjunto de metas da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), lançada, em fevereiro de 2010, por iniciativa conjunta do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério da Justiça (MJ) com o objetivo de promover a articulação dos órgãos que compõem o sistema de justiça e de segurança pública, reunindo-os para planejar e coordenar ações de combate à violência e para traçar políticas nacionais.
Criado por meio da Resolução 47 do CNJ, o evento busca chamar a atenção para a necessidade de se valorizar a vida e promover o julgamento célere das ações que tratam de crimes dolosos contra a vida, tais como homicídios dolosos, aborto e participação em suicídio.
Como forma de incentivo e reconhecimento nacional, o CNJ vai conferir selos de qualidade Enasp às unidades judiciais de acordo com a quantidade de júris realizados na Semana Nacional

►SÃO GONÇALO TERÁ CASAMENTO COLETIVO 
Começaram neste fim de semana a primeira fase do projeto Casamento Comunitário a ser realizado em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, no dia 29 de maio, em uma cerimônia que irá reunir 300 casais no Clube Esportivo Mauá. Os inscritos tiveram sua a união estável convertida em casamento durante as audiências realizadas neste sábado (11) e domingo (12), no prédio Fórum do município.
A ação social em São Gonçalo é resultado de uma parceria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ) com a Prefeitura do Município. A juíza da 3ª Vara de Família de São Gonçalo, Márcia Alves Succi, responsável pelo desenvolvimento do projeto na região, diz que tem aumentado o número de casais que buscam oficializar a sua união. Segundo ela, a demanda mais que dobrou de um ano para o outro, já que, em 2014, houve a participação de 136 casais. A ideia é ampliar, a cada ano, essa participação.
O projeto torna possível a legalização da união de casais que já vivem juntos e não podem arcar com as custas judiciais, pois o processo é gratuito. A certidão traz diversos benefícios aos cônjuges, entre os quais o registro do filho sem a necessidade da presença do pai.         
Segundo a juíza Márcia Alves Succi, a cerimônia a ser realizada no Clube Esportivo Mauá contará com a presença de juízes e religiosos. O salão será enfeitado com flores e uma orquestra será responsável pela trilha sonora da união dos novos casais. 
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