terça-feira, 14 de abril de 2015

DESEMBARGADOR DEFENDE MELHOR
RELAÇÃO DA JUSTIÇA COM A MÍDIA
O desembargador Fernando Foch, presidente do Fórum Permanente do Direito à Informação e membro da Comissão Mista de Comunicação Institucional do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ), acredita que o estreitamento da relação com a mídia é o melhor caminho para a população conhecer como funciona o Poder Judiciário fluminense. O desembargador elogiou a estreia do programa de rádio, considerando uma forma de aproximar o judiciário ao cidadão. Para o desembargador,
“Quanto mais transparência tiver o poder, maior será a democracia”.
Para o desembargador, o Judiciário é a instância, no sentido amplo, a qual recorrem as pessoas em casos de conflitos, inclusive, conflitos contra o próprio Estado, ou seja, a União, o estado membro, os municípios, assim por diante.
“Então, é extremamente importante que a população conheça a estrutura e compreenda como funciona o Poder Judiciário.
Para Fernando Foch, o principal obstáculo está no próprio Judiciário, porque os juízes têm uma percepção, digamos assim, secular, de que magistrado não fala. Ele, de fato, não fala sobre o processo que está entregue a ele. Mas o magistrado integra a sociedade e é membro de um dos pilares do Estado, que é o Poder Judiciário.
Para Foch, “esse recolhimento dos magistrados, de um modo geral, e como consequência, dos tribunais, é a maior dificuldade. A segunda dificuldade é a incompreensão que a sociedade tem sobre nossa atuação. Mas a grande causa dessa incompreensão é a nossa incapacidade de comunicação. É importantíssimo que nós divulguemos o que fazemos aqui, os nossos serviços, os nossos órgãos, os programas que estão fora da atividade jurisdicional propriamente dita, como os programas sociais que o Judiciário desenvolve no Rio de Janeiro.
Para ele, o Judiciário deve mostrar à mídia como o esse Poder funciona, sendo absolutamente transparente, acessível, enfim, aberto à mídia. Isso aí, inclusive, corrige certas distorções dessa apreciação crítica do Poder Judiciário, que decorre da nossa incapacidade de comunicação.
“Vemos na mídia, muitas vezes, críticas que são procedentes, que merecem reflexão, ao mesmo tempo em que vemos outras que são absolutamente infundadas, justamente pela falta da compreensão sobre o Judiciário. Dessa forma, estando a mídia mais crítica, tanto melhor será para a sociedade que o Judiciário seja transparente ao máximo, ou seja, acessível à mídia. Não queremos uma mídia que não seja crítica, mas uma mídia que conheça o Poder Judiciário. Dessa forma, estará prestando um serviço público, inclusive ao Poder Judiciário” – conclui o desembargador Fernando Foch.
Postar um comentário