SENADOR DIZ QUE REAJUSTE NO IR E
NO BOLSA FAMÍLIA FOI POLITICAGEM
O
senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) considerou eleitoreiro o reajuste no Bolsa
Família e na tabela do imposto de renda, que só valerá em 2015, anunciados na
véspera do Dia do Trabalho pela presidente Dilma Rousseff. Por isso, ele acha
que a oposição fez bem ao pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que se
manifeste sobre o caso. Para Jarbas, "em queda contínua e acentuada nas
pesquisas de intenção de voto e de avaliação do governo", a Presidente
"perdeu completamente a compostura" na sua fala à Nação que foi ao ar
no dia 30 de abril, véspera do Dia do Trabalho.

O mesmo
raciocínio, afirmou o representante pernambucano, se aplica ao reajuste do
programa Bolsa Família. Jarbas observou que o reajuste de 10% anunciado
"não repõe as perdas causadas pela inflação, especialmente a inflação dos
alimentos, que atinge os brasileiros mais pobres de forma devastadora".
Também explicou que não existe ganho real para os beneficiários do programa,
pois a inflação acumulada entre o último reajuste, em 2011, e o último mês de
maio chegou a 19,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC.
Em
linguagem direta, segundo o senador, "vendida como medida redentora, a
correção do Bolsa Família e da tabela do Imposto de Renda não chega nem perto
de corrigir as perdas causadas pela inflação". De qualquer forma, o
senador mostrou-se revoltado com a atitude da presidente, que evitou mencionar
o percentual de reajuste da tabela do IR, por ser muito pequeno, e destacar o
percentual de reajuste do Bolsa Família, por entender que isso renderia
avaliações positivas.
— O
eleitor brasileiro não é bobo. Ele não vai se iludir com essas medidas
populistas. O governo deveria, isto sim, propor regras claras e definitivas
para a correção do Bolsa Família e da tabela do imposto de renda. Dilma não o
faz porque pretende continuar usando esse reajuste para politicagem, como se os
recursos não fossem públicos, mas viessem de sua conta corrente — alertou
Jarbas Vasconcelos.
Ele
chamou ainda a atenção para erros gerenciais da presidente na política de
energia elétrica e na administração da Petrobras. E lamentou que Dilma Roussef
e seu partido estejam relegando os aposentados a segundo plano. (Agência
Senado)
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