domingo, 24 de maio de 2015

MISSA PARA CHIQUINHO MACIEL
SERÁ NESTA SEGUNDA-FEIRA 
Será nesta segunda-feira (dia 25) a Missa de 7º Dia em memória do cantor e compositor Chiquinho Maciel. Ela será realizada às 19 horas na Igreja de Santa Teresinha, no Parque Lafaiete, Duque de Caxias. O cantor faleceu na madrugada do último dia 14 sendo seu corpo sepultado na manhã do dia seguinte no Cemitério Nossa Senhora das Graças (Tanque do Anil). Com problema circulatórios, ele havia se submetido a uma cirurgia em uma das pernas no Rio de Janeiro, tendo retornado para recuperação em sua residência. Porém, por complicações no fígado, foi internado alguns dias depois no Hospital Municipal Dr. Moacyr do Carmo, onde veio a falecer.
Francisco Carlos Maciel - este é o seu nome de batismo - deixou o curso de História na Faculdade SUAM para dedicar-se à música. A partir de meados da década de 70, disputou e venceu alguns festivais em colégios do município e de outros Estados, como São Paulo e Minas Gerais. Seu primeiro show individual - Espera João - foi em 1978, no Teatro Procópio Ferreira, na Câmara Municipal. O segundo foi em 1980, lançado no mesmo local e que percorreu vários espaços do Grande Rio. O seu terceiro show individual foi “Voz do Coração”, em 1983, batendo recorde de público da casa. Participou de gravações com Roberto Carlos, Mara Maravilha, Grupo Nosso Canto e Ramiro Lopes, entre muitos outros.
Chiquinho era funcionário da Prefeitura onde ingressou na década em 1986, trabalhando inicialmente na Coordenadoria de Cultura, da Secretaria de Educação, sendo transferido mais tarde para a Secretaria Municipal de Cultura, criada em 1991, onde trabalhou na produção de projetos de interesse coletivo dos músicos da cidade, entre eles o “1º Festival de MPB de Duque de Caxias - Vai cantar o que? ”, em 1998, que reuniu em CD os principais concorrentes. Ao lado do também músico Carlos Lima, foi idealizador do projeto “Forró na Feira”, criado em 1998 e posteriormente transformado em lei. Ainda na década de 80, foi animador cultural no Governo do Estado do Rio, através do Programa de Educação Especial, desenvolvendo atividades – teatro, música, dança, poesia e contação de história - para a comunidade no CIEP Jardim Primavera, ao lado do ator Paulo Renato. Um dos trabalhos dessa época - a montagem da peça “Mãe”, apresentada na Estação de Saracuruna com música suas e de outros autores da MPB - recebeu elogios do professor Darcy Ribeiro durante uma palestra na França.
Em sua carreira como cantor e compositor, fez inúmeras apresentações em várias casas noturnas do Grande Rio, incluindo o Circo Voador. Participou de projetos dividindo palco com cantores como Taiguara, Biafra, Claudio Nucci e Joyce, entre outros, e musicou textos de Maria Clara Machado. Alguns de seus parceiros estimam que Chiquinho Maciel tenha deixado mais de 150 músicas, entre composições individuais e parcerias. Segundo Edu Costa, somente com ele as parcerias são cerca de 50. (Josué Cardoso)
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