MP
DECIDE INVESTIGAR O
ESTADO-MAIOR
DA PMRJ
A 2ª Promotoria de
Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar instaurou, nesta quinta-feira (25),
procedimento investigatório criminal militar para apurar denúncia de pagamento
de propina ao Estado-Maior da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ),
feita nos autos de processo que tramita na 1ª Vara Criminal de Bangu. No
depoimento prestado por colaborador, este revelou ter ouvido de oficiais presos
na Operação Amigos S.A. que todos os batalhões eram obrigados a pagar uma
quantia de R$ 15 mil ao Estado-Maior.
Entre os investigados
estão o comandante-geral da PMERJ, coronel José Luis Castro Menezes, o chefe do
Estado-Maior Operacional, coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, e o chefe
do Estado-Maior Administrativo, coronel Ricardo Coutinho Pacheco. Também vai
ser analisado o envolvimento de outros policiais militares que tenham relação
com o mesmo caso.
O Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) atuará em auxílio no
procedimento investigatório. A 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de
Justiça Militar decretou o sigilo dos autos e requisitará o inquérito policial
militar instaurado na Corregedoria da Policia Militar.
►PROCURAÇÕES
COM DATA DE VALIDADE
A
Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7191/14, do deputado Giovani
Cherini (PDT-RS), que obriga a renovação, de dois em dois anos, de qualquer
procuração dada por um cliente a advogados. Segundo a proposta, o advogado
também deverá prestar contas nos autos do processo se retirar dinheiro do
cliente referente à ação (bens descongelados, valores pagos, entre outros),
especificando a destinação do recurso.
Cherini
afirma que o objetivo é evitar golpes em que advogados se apropriam dos bens de
clientes.
“No Rio
Grande do Sul, se apura a possível apropriação indevida de mais de R$ 100
milhões por advogados que não repassaram os valores recebidos em ações
judiciais aos seus clientes”, cita.
O
deputado acredita que a renovação validará a procuração, evitando que os
clientes se esqueçam da firma contratada e sejam lesados. Já a prestação de
contas permitiria ao Judiciário analisar o destino dos recursos referentes à
ação, numa forma de coibir fraudes.
O
projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania. (Com Agência Câmara)
►MPF
CONTRA PRIVILÉGIOS PARA SENADORES
O
Ministério Público Federal (MPF) tenta reverter na Justiça uma decisão que
permite a continuidade da assistência à saúde a senadores e aos seus
respectivos dependentes do jeito que vem sendo oferecida: sem nenhuma
contribuição financeira por parte dos usuários e sem critérios objetivos que
estabeleçam o limite a ser gasto. O MPF também tenta acabar com o benefício
para os parlamentares que não exercem mais mandato.
A ação civil pública foi ajuizada com o intuito de anular atos administrativos que regulamentam a assistência à saúde aos senadores e ex-senadores. O MPF apelou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) após ter a ação extinta e um recurso negado pela Justiça Federal. O juiz alegou que o órgão estaria usando o “meio” incorreto para tentar declarar a inconstitucionalidade dos atos praticados pelo Senado.
Para o MPF, no entanto, o pedido de suspensão da concessão dos benefícios não se pauta apenas pela incompatibilidade com a Constituição Federal, mas em diversas circunstâncias: a “total ausência de contribuição dos senadores e ex-senadores, o que atribui todo o ônus de suporte da assistência à saúde com recursos públicos; a ausência de critérios firmes para pautar os gastos com assistência à saúde, o que não permite um controle efetivo e tem ocasionado gastos acima dos próprios limites estabelecidos”, declarou o parecer da Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1).
A União defende que o sistema de assistência à saúde visa garantir aos membros do Legislativo a mais completa e segura assistência possível, e que o “benefício vitalício a ex-senadores e dependentes é mais um forma de se garantir condições de vida digna àquele que já exerceu o mais relevante cargo legislativo da República, mesmo após o término do mandato".
Para o procurador regional da República Márcio Andrade Torres, não há razão jurídica para que o plano de assistência à saúde seja estendido a ex-senadores e respectivos cônjuges, ainda que em valores limitados. “Ex-senadores, que não detêm cargos vitalícios, não podem manter prerrogativas próprias do vínculo temporário. Não são diferentes, na condição de ex-membros do Poder Legislativo, de qualquer outro cidadão no que tange à garantia dos serviços de saúde”, acrescentou. Ele afirma que os limites para gastos com ex-senadores foram, em várias oportunidades, ultrapassados. “Não há, assim, benefício, mas sim privilégio ilegal”, defende.
O procurador também sustenta que a assistência à saúde dos parlamentares deveria ter sido regulamentada por meio de resolução e que a matéria deveria ter sido submetida ao Plenário, tal qual foi feito com o plano de assistência à saúde dos servidores do Senado.
“A situação (...) é agravada pela constatação de que a garantia de assistência à saúde é assegurada mesmo que não tivessem exercido todo o mandato parlamentar, exigindo-se, somente, 180 dias de trabalho na função política, sendo o privilégio ainda mantido em relação ao cônjuge após o falecimento do parlamentar”, finaliza o parecer.
O julgamento, ainda sem data marcada, será feito pela 2ª Turma do TRF1
A ação civil pública foi ajuizada com o intuito de anular atos administrativos que regulamentam a assistência à saúde aos senadores e ex-senadores. O MPF apelou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) após ter a ação extinta e um recurso negado pela Justiça Federal. O juiz alegou que o órgão estaria usando o “meio” incorreto para tentar declarar a inconstitucionalidade dos atos praticados pelo Senado.
Para o MPF, no entanto, o pedido de suspensão da concessão dos benefícios não se pauta apenas pela incompatibilidade com a Constituição Federal, mas em diversas circunstâncias: a “total ausência de contribuição dos senadores e ex-senadores, o que atribui todo o ônus de suporte da assistência à saúde com recursos públicos; a ausência de critérios firmes para pautar os gastos com assistência à saúde, o que não permite um controle efetivo e tem ocasionado gastos acima dos próprios limites estabelecidos”, declarou o parecer da Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1).
A União defende que o sistema de assistência à saúde visa garantir aos membros do Legislativo a mais completa e segura assistência possível, e que o “benefício vitalício a ex-senadores e dependentes é mais um forma de se garantir condições de vida digna àquele que já exerceu o mais relevante cargo legislativo da República, mesmo após o término do mandato".
Para o procurador regional da República Márcio Andrade Torres, não há razão jurídica para que o plano de assistência à saúde seja estendido a ex-senadores e respectivos cônjuges, ainda que em valores limitados. “Ex-senadores, que não detêm cargos vitalícios, não podem manter prerrogativas próprias do vínculo temporário. Não são diferentes, na condição de ex-membros do Poder Legislativo, de qualquer outro cidadão no que tange à garantia dos serviços de saúde”, acrescentou. Ele afirma que os limites para gastos com ex-senadores foram, em várias oportunidades, ultrapassados. “Não há, assim, benefício, mas sim privilégio ilegal”, defende.
O procurador também sustenta que a assistência à saúde dos parlamentares deveria ter sido regulamentada por meio de resolução e que a matéria deveria ter sido submetida ao Plenário, tal qual foi feito com o plano de assistência à saúde dos servidores do Senado.
“A situação (...) é agravada pela constatação de que a garantia de assistência à saúde é assegurada mesmo que não tivessem exercido todo o mandato parlamentar, exigindo-se, somente, 180 dias de trabalho na função política, sendo o privilégio ainda mantido em relação ao cônjuge após o falecimento do parlamentar”, finaliza o parecer.
O julgamento, ainda sem data marcada, será feito pela 2ª Turma do TRF1
►MPF
QUER VELOCIDADE PADRÃO NA BR-101
O
Ministério Público Federal em Angra dos Reis (MPF/RJ) instaurou procedimento
preparatório para apurar os distintos critérios adotados pelo Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) sobre a velocidade permitida
ao longo do setor sul da rodovia federal BR-101, entre os municípios de
Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty. Já foram solicitadas informações à
autarquia, bem como à Polícia Rodoviária Federal. Atualmente, em pouco mais de
60 km de estrada, existem quatro tipos de velocidades permitidas na BR-101: 40
km/h, 50 km/h, 60 km/h e 80 km/h.
"Isto
chamou a atenção do MPF/RJ pois, em princípio, a BR-101 não possui tanta
diversidade geográfica e humana para justificar quatro tipos de velocidades
diferentes. Há pontos distantes apenas 500 metros em que a velocidade varia de
50 km/h e 40 km/h, sem que esta variação de 10 km/h seja fundamental para a
preservação da segurança da via”, destaca a procuradora da República Monique
Cheker, responsável pela investigação.
Para o MPF, a constante alteração nos critérios de velocidade causa confusão ao usuário da via, produzindo o efeito inverso do que se requer, aumentando os riscos de acidentes. "O Dnit terá de justificar em alguns pontos porque utilizou o critério de 40km/h e não de 50km/h ou 60km/h. Caso não haja essa justificativa, a uniformização é o que melhor atende o dever de segurança e previsibilidade", destacou.
Para o MPF, a constante alteração nos critérios de velocidade causa confusão ao usuário da via, produzindo o efeito inverso do que se requer, aumentando os riscos de acidentes. "O Dnit terá de justificar em alguns pontos porque utilizou o critério de 40km/h e não de 50km/h ou 60km/h. Caso não haja essa justificativa, a uniformização é o que melhor atende o dever de segurança e previsibilidade", destacou.
(Procedimento Preparatório 1.30.014.000172/2014-43)
►APREENDIDAS 600 PLACAS DE PEZÃO
A fiscalização em Campos dos Goytacazes, Norte
Fluminense, apreendeu nesta terça-feira (23), quatro caminhões com 600 placas
do governador e candidato do PMDB Luiz Fernando Pezão e um carro, além de R$3,5
mil, após denúncia anônima informando que estavam parados, próximo à igreja
Nossa Senhora do Rosário do Saco, no bairro de Parque Leopoldina, vários
caminhões com propaganda eleitoral e um veículo, com uma pessoa que seria
responsável por pagamentos em troca da colocação de placas em residências, o
que é proibido pela legislação eleitoral.
No local, os fiscais do TRE-RJ seguiram os veículos até a BR-356, na saída de Campos, sentido Itaperuna, onde fizeram a abordagem. Onze pessoas foram ouvidas pelo juiz eleitoral da 75ª ZE, Geraldo da Silva Batista Júnior. Uma delas se disse coordenadora de campanha de Pezão e tinha dois envelopes de dinheiro, um com R$2 mil e outro com R$1,5 mil, além de um papel com diversos nomes com respectivo município. Não foram apresentadas as notas fiscais das placas nem a documentação relacionada ao frete dos caminhões. O relatório da operação será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, a quem cabe propor as ações cabíveis.
No local, os fiscais do TRE-RJ seguiram os veículos até a BR-356, na saída de Campos, sentido Itaperuna, onde fizeram a abordagem. Onze pessoas foram ouvidas pelo juiz eleitoral da 75ª ZE, Geraldo da Silva Batista Júnior. Uma delas se disse coordenadora de campanha de Pezão e tinha dois envelopes de dinheiro, um com R$2 mil e outro com R$1,5 mil, além de um papel com diversos nomes com respectivo município. Não foram apresentadas as notas fiscais das placas nem a documentação relacionada ao frete dos caminhões. O relatório da operação será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, a quem cabe propor as ações cabíveis.
►MARINA
E O FATOR PREVIDENCIÁRIO
A
candidata do PSB, à Presidência da República, Marina Silva, encontrou-se, nesta
quasrta-feira (24), na Casa de Portugal, no centro da capital paulista, com
líderes sindicais de diversas categorias, principalmente de entidades filiadas
à União Geral dos Trabalhadores (UGT), à Central Geral dos Trabalhadores do
Brasil (CGTB) e à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Os
líderes sindicais entregaram a Marina cópia de um documento assinado por
dirigentes de várias confederações de trabalhadores, com uma lista de
reivindicações. O documento já tinha sido entregue em dezembro ao ex-governador
de Pernambuco Eduardo Campos, então candidato do PSB à Presidência, que morreu
em agosto deste ano, em acidente aéreo. No texto, os sindicalistas reclamam da
inflação alta e da falta de diálogo com o governo e pedem o fortalecimento do
Ministério do Trabalho, a continuidade da política da valorização do salário
mínimo, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição
do salário, o fim do fator previdenciário, a erradicação do trabalho escravo e
infantil e a reforma agrária.
Durante
o evento, o candidato a vice na chapa de Marina, Beto Albuquerque, disse aos
sindicalistas que o fator previdenciário, cálculo que leva em consideração o
tempo de contribuição à Previdência, a idade e a expectativa de vida do
trabalhador, será revisado, caso a ex-senadora acreana seja eleita.
“Vamos
revisar, sim, o fator previdenciário, que é injusto. Essa revisão não será feita
por mim ou Marina. Vamos chamar os trabalhadores para encontrar um caminho que
não puna o trabalhador”, disse Beto, em discurso.
Marina
comprometeu-se com os sindicalistas a não “retroceder um milímetro nas
conquistas dos trabalhadores” e a discutir com eles o fator previdenciário,
embora isso não esteja previsto em seu programa de governo. “Vamos manter e
aperfeiçoar as conquistas. É preciso aperfeiçoar e revisitar o fator
previdenciário. Queremos revisitar para encontrar uma forma correta, que não
penalize o aposentado, nem o trabalhador.” Marina disse também que vai dialogar
com eles e que este foi apenas um dos encontros que prentende manter com os
sindicalistas.
Durante
o encontro, Marina também fez críticas à maneira como estão sendo conduzidas as
empresas estatais ou ligadas ao governo federal. “Vamos corrigir os erros. Não
vamos ser complacentes com os erros, como aqueles que estão acabando com a
Petrobras, a Eletrobras e que agora estão desmoralizando, além das agências
reguladoras, uma instituição tão respeitada quanto o IBGE [Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística]. Até o IBGE, com técnicos respeitados, agora tem
que passar por vexame”, disse ela. Marina prometeu que, em seu governo, as
instituições “serão do Estado, e não [estarão] a serviço de partido ou de
governo”.
►AÉCIO E O AGRONEGÓCIO
O
candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, prometeu nesta
quartra-feira (24) que, se for eleito, seu governo apoiará o agronegócio, com a
adoção de uma política de estímulo ao homem do campo para que produza cada vez
mais, e buscará alternativas ao fator previdenciário, de forma a retirar dos
aposentados o ônus causado por esse instrumento, que é uma espécie de redutor
das aposentadorias.
“Teremos uma política agrícola responsável,
estruturada no tripé: crédito, segurança jurídica e seguro para estimular quem
produz no campo”, disse o candidato, que fez campanha em Uberaba, no Triângulo
Mineiro.. “Estaremos investindo cada vez mais em novas tecnologias, em inovação
e abrindo novas fronteiras para aqueles que produzem no Brasil. O Brasil deve,
e deve muito, ao esforço do homem do campo, pelo fato de o país ter hoje um
mínimo de crescimento”, acrescentou Aécio.
Sobre o
fator previdenciário, Aécio informou que buscará alternativas para que o ônus
desse instrumento de cálculo não recaia sobre os aposentados. “Vamos buscar, em
um diálogo franco com as centrais sindicais, uma alternativa que permita a
sobrevivência, obviamente, mas que tire o fator previdenciário ou o ônus do
fator previdenciário das costas dos aposentados brasileiros”. O candidato
tucano reafirmou o compromisso de garantir a continuidade do reajuste do
salário mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda.
Em
entrevista, Aécio disse que consta do seu programa de governo um amplo projeto
de barragens que vão fortalecer o abastecimento humano e a agricultura
familiar. “Vamos investir de forma planejada, aquilo que o atual governo não
fez. E, mais do que isso, vamos resgatar a condição dos municípios avançarem
também com novas receitas”, destacou o senador mineiro, após participar de
carreata e de caminhada na cidade, importante polo agrícola e de criação de
gado zebu,disse.
Sobre
as pesquisas de intenção de voto, Aécio Neves disse que elas vêm mostrando o
crescimento de sua candidatura em locais importantes, como os maiores colégios
eleitorais do país. “O que importa é que a nossa é a única candidatura que está
crescendo. Acredito que vamos recuperar aquele voto de quem quer derrotar o PT
e que hoje tem a compreensão mais clara de que nós temos condições de vencer”,
afirmou.
►JOGO SUJO NO MARANHÃO
Palco
de rebeliões, assassinatos e denúncias de violações aos direitos humanos, as
dependências do Complexo Penitenciário de Pedrinhas foram utilizadas para
montar uma farsa contra o líder nas pesquisas ao governo do Maranhão, o
ex-deputado Flávio Dino (PCdoB), adversário do senador Lobão Filho (PMDB-MA),
candidato apoiado pela família Sarney.
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Lobão Filho |
De acordo
com o portal Congresso em Foco, de Brasília, em depoimento prestado nesta
quarta (24) à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), o presidiário
André Escócio de Caldas admitiu ter recebido promessa de dinheiro, proteção e
um alvará de soltura para gravar um vídeo em que acusa Flávio Dino, o deputado
e candidato à reeleição Weverton Rocha (PDT-MA) e uma mulher chamada Patrícia
de serem os mandantes do assalto a um carro-forte que resultou no roubo de R$
900 mil. André está preso por participação no crime, praticado na Universidade
Estadual do Maranhão (Uema) em 11 de fevereiro.
O
vídeo, gravado há cerca de dez dias, foi veiculado em primeira mão pela TV
Difusora (retransmissora do SBT), de propriedade da família Lobão. O áudio
também foi reproduzido pela rádio da família. A pedido de Flávio Dino, as
gravações foram retiradas do ar por determinação judicial. No novo depoimento,
o preso contou que as imagens foram gravadas por um agente penitenciário dentro
da sala do diretor da Central de Custódia de Presos da Justiça, de Pedrinhas,
Carlos Aguiar. A polícia já ouviu os três envolvidos.
►PF
INVESTIGARÁ FRAUDE NO MARANHÃO
Ainda segundo
o Congresso em Foco, o depoimento de André Escócio sobre o uso de agentes e da
estrutura do Estado do Maranhão na fraude foi encaminhado à delegada geral da
Polícia Civil, Maria Cristina Resende. A pedido do candidato Flavio Dino, o
caso foi encaminhado à Polícia Federal por envolver disputa eleitoral. A
Polícia Civil faz parte da estrutura do governo de Roseana Sarney (PMDB),
aliada de Lobão Filho.
O
presidente do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry, defende que as investigações
sejam conduzidas pela PF.
“Temos
todo o interesse que a Polícia Federal se aprofunde no caso para mostrar a
armadilha eleitoral criada pelo nosso adversário. O Flávio nunca esteve
envolvido em qualquer ilícito”, disse Márcio ao Congresso em Foco.
Esta
não é a única suspeita de natureza eleitoral que recai sobre o candidato do
PMDB. Reportagem do jornal O Estado de
S. Paulo mostra que a campanha de Lobão Filho usou ônibus escolar com
identificação do programa Caminho da Escola, do governo estadual, para espalhar
propaganda do peemedebista em São Luís. Um vídeo ao qual o jornal teve acesso
flagra o veículo sendo abastecido com cartazes de Lobão Filho no pátio de seu
comitê eleitoral. O Ministério da Educação abriu uma investigação para apurar o
uso eleitoral do ônibus.
Cerca
de 150 homens da Força Nacional de Segurança reforçam a segurança em São Luís
em meio a uma onda de atentados atribuídos a presidiários de Pedrinhas. A
governadora Roseana Sarney já pediu o envio de novo reforço para as eleições.
Desde o início do ano, 17 presos morreram no complexo penitenciário maranhense,
segundo levantamento da Agência Brasil. Só no ano passado, de acordo com o
Conselho Nacional de Justiça, 60 presos forma mortos. Só este mês, 46 detentos
fugiram do complexo penitenciário.
►CRIME HEDIONDO PARA PORTE DE ARMA
A posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito
pode passar a figurar no rol de crimes hediondos. É o que estabelece o Projeto
de Lei do Senado (PLS) 230/2014,
que está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ),
onde aguarda a designação de relator. Do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o
projeto também classifica como hediondo o comércio ilegal e o tráfico
internacional de arma de fogo.
O autor do projeto aponta que a “a avassaladora onda de
criminalidade que vitima a sociedade brasileira” o motivou a apresentar a
proposta. Com base no “Mapa da Violência 2013 – Mortes Matadas por Armas de
Fogo”, divulgado em março passado, Crivella informa que 38.892 pessoas foram
assassinadas a tiros em 2010, cerca de 106 por dia. O número é superior aos
36.624 assassinatos por arma de fogo anotados em 2009 e mantém o Brasil com uma
taxa de 20,4 homicídios por 100 mil habitantes – a oitava pior marca entre 100
nações com estatísticas consideradas confiáveis.
Crivella ainda argumenta que 70% dos homicídios no país
são cometidos com armas de fogo. Ele acrescenta que eram ilegais quase metade
das cerca de 16 milhões armas que circulavam no Brasil na época do estudo. Para
o senador, sua proposta poderia amenizar a situação da criminalidade, que vem
“atingindo patamares nunca antes experimentados no país”.
O crime considerado hediondo conta com um tratamento mais
rigoroso na lei. Assim como a prática da tortura, o tráfico ilícito de
entorpecentes e o terrorismo, os crimes hediondos são insuscetíveis de anistia,
graça e indulto. A pena por crime hediondo é sempre cumprida inicialmente em
regime fechado. Há também mais rigor na progressão da pena, quando o condenado
pode passar, por exemplo, a trabalhar fora da cadeira ou a cumprir prisão
domiciliar. (Com Agência Senado)
►RIO TEM A MENOR TAXA DE DESEMPREGO
A
região metropolitana do Rio de Janeiro superou a capital gaúcha Porto Alegre
como a cidade com menor taxa de desemprego, entre as seis capitais analisadas
pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Em agosto, o Rio teve uma taxa de 3%, enquanto Porto Alegre
teve índice de 4,8%.
O IBGE
pesquisa, mensalmente, as taxas de desemprego das regiões metropolitanas do
Recife, de Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto
Alegre.
O Rio
ocupa a colocação de região com menor taxa de desemprego do país desde junho
deste ano, quando a região metropolitana teve uma taxa de 3,2% ante os 3,7% de
Porto Alegre.
Em
julho, o Rio manteve-se nessa colocação, ao apresentar uma taxa de 3,6%,
enquanto Porto Alegre teve um índice de 3,7%.
A taxa
de desemprego, em agosto, no Rio, caiu ainda mais chegando a 3%, índice menor
do que os 4,5% de agosto do ano passado. As reduções podem ser explicadas
principalmente por quedas na população desocupada de 15,8% (na comparação com
julho deste ano) e de 34,9% (na comparação com agosto do ano passado).
Já em
Porto Alegre, a taxa de 4,8% é considerada estável em relação aos 4,3% de julho
deste ano e aos 3,4% de agosto do ano passado. Com a taxa atual, Porto Alegre
voltou ao patamar de taxa de desemprego de 2011. A explicação para a alta da
taxa na comparação com o ano passado foi um aumento de 40% no contingente de
desocupados na região metropolitana.
►EXTRA ATRASA ENTREGA DE PRODUTO
O
Tribunal de Justiça do Rio negou recurso interposto pela Companhia Brasileira
de Distribuição, responsável pelo site Extra.com, em ação civil pública proposta
pelo Ministério Público do Estado do Rio. A decisão da desembargadora
Conceição Mousnier, da 20ª Vara Cível, obriga a empresa a entregar, no dia e
horário marcados, os produtos negociados e a reparar qualquer vício nas
mercadorias fornecidas no prazo de trinta dias, sob pena de multa de R$ 10 mil
por contrato não cumprido.

A ação,
proposta pela 3ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor e do
Contribuinte, demonstrou a ocorrência de atrasos reiterados na entrega de
produtos comprados via internet. Entre 22 de dezembro de 2010 e oito de janeiro
de 2011, chegaram ao MPRJ cinco reclamações sobre atrasos na entrega de
mercadorias. Já no site Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br),
foram encontradas 158 reclamações de atrasos na entrega de produtos, apenas no
Estado do Rio de Janeiro, entre 1º de janeiro de 2011 e 14 de junho de 2011.
Em todo
o Brasil, o site registrou cerca de 5 mil reclamações. A Assembleia Legislativa
do Estado do Rio de Janeiro também recebeu 25 reclamações contra a empresa à
época das investigações.
Na
decisão, a desembargadora relata que “restou inconteste a falha na prestação de
serviços perpetrada pela ré (Extra.com),
que disponibiliza a venda de produtos a seus consumidores via internet,
comprometendo-se a entregá-los em prazos curtos, deixando frequentemente de
cumpri-los, atrasando de forma massiva a entrega dos bens adquiridos, o que
acaba frustrando a expectativa criada nos seus clientes”. Ressalta, ainda, que
o Código de Defesa do Consumidor prevê que o fornecedor do serviço assuma o
risco do empreendimento e não o consumidor. Os efeitos da decisão atingem todo
o território nacional.
(Proc.
nº: 0184926-31.2011.8.19.0001
►FESTIVAL DE TEATRO VAI
ATÉ DOMINGO
Os moradores da Baixada Fluminense tem até domingo (28) para
assistir a um dos espetáculos do 11º Festival Nacional de Teatro, que acontece
no teatro Raul Cortez, na Praça do Pacificador, centro de Duque de Caxias. As apresentações
são sempre em dois horários- tarde e noite (15h e 19h) - com entrada franca. O
festival que tem o apoio da prefeitura, através da secretaria municipal de
Cultura e Turismo, reúne grupos teatrais de Duque de Caxias, Rio das Ostras,
São Paulo, Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
A Companhia Brasileira de Interpretação se apresenta
nesta sexta-feira (26), com dois espetáculos: o infantil “Fefê e Pipoca” e o
adulto “Despertar”. No sábad0 (27) serão apresentados os espetáculos “Dona
Baratinha quer casar, apresentados pelo Grupo Teatral Fazendo Arte (MG) e “Enquanto
a cidade dorme” (adulto) e pela Companhia Os Caras de Palco (SP). No domingo,
último dia do evento, serão encenados os espetáculos infantil “Novos Amigos”, pelo
Centro de Pesquisas Teatrais (CPT) e “Tertuliano e Anatércia”, pela Companhia
Teatral da Antiga Capital Federal – Rio das Ostras (RJ).
Ainda no domingo, a partir das 10 horas, o CPT vai
apresentar no Teatro Municipal Armando Mello, no Shopping Center de Caxias
(TEMAM) um encontro de esquetes com apresentação da “Valsa nº 6”, “A noiva do
condutor”, “O mendigo ou o cachorro morto” e “Oswaldo e Zenaide”. A partir das
20h a banda Chinfra faz o encerramento do festival se apresentando no projeto
Canto da Cidade, na Praça do Pacificador.
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