domingo, 14 de junho de 2015

O discurso sórdido de Lula



LULA COMEMORA EM SALVADOR
AS DEMISSÕES DE JORNALISTAS

Ex torneiro mecânico de uma montadora e ex presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, região que concentra grande número de montadoras de veículos, o também ex presidente (da república) Lula até agora, não fez nenhum pronunciamento abordando o desemprego no País em decorrência da desastrada política econômica do Governo Dilma em seu primeiro mandato. Nem o fato de, só no setor automobilístico, o número de desempregados já superou a casa do 25.000 fez Lula sair do casulo. Mas no fim de semana, em discurso na abertura do V Congresso do Partido dos Trabalhadores, que nasceu no ABC com base nas lideranças sindicais da região, Lula aproveitou para comemorar a demissão de mais de uma centena de jornalistas nos mais diversos órgãos da Imprensa do País, uma atitude impensável (salvo pelo oportunismo político) de um sindicalista e ex presidente [com carteira assinada e tudo o mais que a CLT prevê como direito do trabalhador] de um partido que jura diariamente defender os direitos trabalhistas, embora o governo do PT tenha reduzido a pensão por morte, bem com dificultado o pagamento do auxílio desemprego para a maioria dos trabalhadores. Esse problema, o desemprego, passa longe dos metalúrgicos ex colegas de Lula, que são mandados para casa, mas continuam recebendo seus salários, sendo parte bancada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, o chamado “lay off”. Para ser beneficiado, basta que o empregado, afastado do trabalho, frequente cursos de requalificação oferecidos pelo SENAI. Houve aumento de 123% dos pedidos desse benefício em 2014, em relação ao ano anterior, segundo dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Os gastos do FAT com layoff saltaram de R$ 35,2 milhões, em 2013, para R$ 60,8 milhões, no ano passado: aumento de 72,7%. O comportamento de Lula frente ao desemprego de jornalistas deixa claro que o ódio do ex presidente aos veículos que insistem e divulgar as roubalheiras em diversos órgãos do governo, com o mensalão, o petrolão e até nos estados, vão além da Mídia para atingir os profissionais da comunicação, que se rendem ao dinheiro fácil distribuído pelas diversas assessorias de comunicação do governo, tanto no Executivo, como nas estatais. O assunto foi comentado pela jornalista Joice Hasselmann na TV/Veja. 
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